sábado, 5 de janeiro de 2013

11º - San Pedro de Atacama - CH - Geisers de Tatio

Hoje o dia foi aqui em San Pedro de Atacama as motos descansaram, sai para o passeio as 4 horas da manhã o Jarbas resolveu ficar, muito frio e altitude o dia prometia, a visita aos geiseres de Tatio fica a 90 KM de estrada de terra de San Pedro de Atacama, chegamos lá já era 6 horas, e a temperatura era de 0 graus centígrados, o ideal seria -5 graus, pois assim a água congelada entra em contato com as camadas de magma e os geiseres lançam jatos grandes de água fervendo, porém com 0 graus o espetáculo já é muito interessante, são inúmeros os geiseres, pequenos, grandes, com lagoas, com pequenos morros formados pelo calcario e enxofre e por ai vai, o mais bonito são as lagoas que são de uma transparência incrível e infelizmente pelas fotos não dá para ter a noção exata do espetáculo, depois de muito andar, chega a hora do banho nas águas termais, tinha que experimentar né, a água chega a queimar em certos pontos da piscina, Tatio significa o Velho que chora e vocês vão entender o motivo nas fotos abaixo. Depois tiramos fotos de vários animais a begunia(primo do camelo), da viscaya(primo do coelho) patos llamas e por ai vai, visitamos a povoado de Machuca em momento oportuno explico mais, mas o passeio vale a pena e é uma quantidade enorme de informações que são passadas, até o vulcão Putana que está ativo dá para avistar.

E detalhe a saga da cidade cara, e do hotel espartano continua, água aqui é fria ou nem tem.




Sistema de controle de águas nas ruas de San Pedro de Atacama



Café da manhã preparado na hora, faz parte do passeio

Pode vir quente que eu estou fervendo

O Velho que chora(Tatio), quando forma-se gelo na região dos olhos, dá se a impressão que ele chora.

Linda lagoa, verde onde não se vê o fundo tamanha a transparência, apesar da ambiguidade.


Máquina para purificar água


Geiser


Viscaya(primo do coelho)

Begonia(Primo do Camelo)

Geiser Cristalino ao lado do Geiser Assassino

Vulcão Putana - Ativo

Nadando a 0 grau ou quase isto e 4500 mt de altitude




Música de Hoje: 


10º - Iquique - CH --> San Pedro de Atacama - CH - 520KM


Hoje seguimos viagem para San Pedro de Atacama, outro ponto onde a parada é maior tanto para descansar como para conhecer alguns pontos, saímos de Iquique bem cedo e optamos por seguir pela costanera, a rodovia que vai 250km a beira mar até Tocopilla, antes desta passamos pela aduaneira pois até ali o Chile é zona Franca os fiscais deram alguns carimbos e perguntaram se eramos de Pelotas ou Campinas, nem preciso dizer porque né....., a fama vai longe, mas brincadeiras a parte os fiscais são muito amistosos. 
No caminho um sem número de praias, mas nenhuma delas chega aos pés das brasileiras, mas o que vale é a vista que realmente é linda, porém o vento gelado nos acompanhou o tempo todo até Tocopilla onde paramos para abastacer e iniciar a subida a serra e entrada no deserto, ao chegar ao deserto o calor se faz presente e retas intermináveis até Calama cidade grande com boa estrutura, estavamos ainda a 100 km de San Pedro de Atacama, que fica a 2400 metros e tem menos de 2000 habitantes, chegamos bem cedo, porém achar um lugar para ficar foi um martírio principalmente em razão do calor escaldante do deserto, depois de mais de 1 hora optamos por um hostel que foi indicado pelo dono na fronteira do Chile, a cidade não tem nenhuma estrutura, asfalto, bons hotéis(apenas hostel) e tudo é extremamente caro, para se ter uma idéia, nosso quarto não tem banheiro privativo, nem ar, nem ventilador é trancado com um cadeado, apesar da janela não trancar, o banheiro é um capítulo a parte, bem é o que temos para o momento porque a cidade toda é assim, apesar de tudo que falei, a cidade é muito movimentada em termos de turista, principalmente jovens diremos que seja uma versão de São Tomé das Letras, com muita gente alternativa e em busca de aventuras, mas tirando as paisagens a cidade é bem meia boca.
Detalhe durante o dia a cidade é extremamente quente e a noite muito fria.

Amanhã faremos os passeios.


Captação de água de degelo para irrigação e outras coisas.

Vulcão em San Pedro de Atacama


Típica rua daqui

Forro Igreja feio de cactus atacamenses

Cobertura igreja




Reta tipica do deserto

Ultima visão do pacifico em Tocopilla

Gato Net na porta do quarto, mas o quarto não tem TV


Música do Dia: Hot Hot Hot

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

9º Dia - Tacna - PE --> Iquique - CH - 400KM

Demorei publicar, afinal já são 9 dias na estrada e ao invés de publicar muitas vezes estabelecemos prioridades.
Primeiramente vale ilustrar aqui a história de Davi e Golias a saudade  de todo mundo em casa é muito mas muito grande e quando falo da história de Davi e Golias me refiro ao fato que os 2 marmanjos aqui os "Golias" desandam a chorar quando conversam com o pessoal em casa, é dificil, muito dificil, sem sombra de dúvida a coisa mais complexa da viagem, nada de cansaço, medo, dúvidas e sim a saudade e nos faz muitas vezes ficarmos emudecidos ao telefone, por isto mais uma vez mandamos por aqui abraços e beijos a todos os familiares e ressaltamos que em breve estaremos ai para contar todas as histórias e matarmos esta saudade danada.
Sobre o nosso dia saindo de Tacna, ele prometia e muito afinal iríamos sair do Peru e fazer a entrada no Chile, tínhamos um temor muito grande dos chilenos barrarem nossa entrada pelo fato da documentação de nossa moto estar no nome da empresa, afinal lemos muitos relatos da documentação necessária, a qual não tínhamos como era pedido(rsrs), era arriscado que nossa  viagem parasse ali e tivéssemos que voltar com o rabo entre as pernas, talvez pelo mesmo caminho. documentação 
Enfim saímos de Tacna era 7:15, pegamos a rodovia e 30 Km depois já estávamos na Aduana peruana e para não perder o costume a burocracia sem motivo começou, gastamos cerca 30 minutos para conseguir uma série de carimbos e preenchemos uma série de papéis isto apenas para sair, por fim, seguimos para a Aduana do Chile que é logo depois, enfim primeiro muito na América Latina, obviamente eles possuem sua burocracia, preenchemos os documento de migração, passamos as malas no Raio X e a coisa foi fluindo, no ultimo estágio seria a prova dos 9, onde a documentação da moto é feita e para nossa surpresa tudo foi rápido inclusive o fiscal da Aduana tirou uma casca no Jarbas que estava demorando preencher o papel e ele não perdeu a oportunidade de perguntar se íamos acompanhar o Rally Dackar, em 15 minutos estávamos liberados e seguimos para Arica a primeira cidade, logo depois da aduana, já começamos a avistar o oceano pacífico ao longe no deserto, chegamos em Arica e adentramos a cidade, que por sinal bem diferente do Peru, as faixas de pedestres são respeitadas ao extremo fomos até a praia que não chega aos pés das praias brasileiras e tiramos umas fotos o Jarbas que nunca tinha visto, disse que é um pouco maior que o Rio Grande(kkkk), mas o pacífico devia ter brigado com a mulher por que estava bravo e frio, terminada as fotos seguimos para Iquique cidade portuária de Zona Franca e com praias e um vento gelado mas a praia estava cheia, cidade bonita e cara, mas prefiro Natal.
Detalhe na fronteira já fizemos amizade com um cara que tem um Hostel em San Pedro de Atacama.

Enfim, mais um dia perfeito, belas paisagens, passagem na fronteira sem problemas e no hotel que ficamos as motos ficaram na sala de palestras.

Montanhas desenhadas





Deserto


Novela Carrossel??? Camilly


É nóis no Chile

É nóis no pacífico




Música do Dia;

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

8º Cusco - Pe --> Tacna - PE - 800Km

Depois do banho de água fria que foi não visitar Machu Pichu, o dia de hoje serviu para recompensar de algumas maneiras, ontem depois cedo, (muito cedo) tanto que nem jantar tivemos, a ida a cidade sagrada não foi realizada pois apenas tinha pacote para visitas de 2 dias, para visita de 1 dia, o valor iria para a bagatela de 1000 e alguns reais por pessoa, considerando que o valor normal já é de 500 reais, realmente saiu do nosso orçamento e tempo hábil, sendo assim, a cidade já ficou lá por mais de mil anos então, volto depois para uma visita especial.
Hoje acordamos cedo porém o café e nossas malas ainda não estavam prontas, quando conseguimos sair do hostal já era 7:30, alias recomendo o Hostal Las Palmeras a família lhe atende super bem, quarto limpo e localização privilegiada. Passamos no posto de gasolina para lavar o radiador da moto que estava tomado por barro da entrada da cidade de Cusco, detalhe o trânsito das cidades do Peru é um capítulo a parte, totalmente caótico, sem lei quem manda é a buzina, ruas muitas vezes sem calçamento e por ai vai, quando conseguimos sair para a rodovia já eram mais de 8 horas da manhã (11 horas em SP), e tínhamos 800 km para cumprir, ao sair o frio já deu seu cartão de visitas, colocamos todas as roupas inclusive a de chuva que também parecida vir, porém mesmo assim o frio é de cortar, passamos por várias montanhas com gelo que estavam a não mais de 1 km de caminhada, mas é importante ressaltar que 1 km caminhando aqui é um martírio, paramos para tirar algumas fotos das montanhas e eu sai na frente, depois de uns 5 km não avistava o Jarbas, voltei e a moto dele nos deu o primeiro susto da viagem, ela não dava tem sinal de vida, porém foi apenas susto, o famoso tranco resolveu o problema e seguimos viagem, cada vez mais alto e mais frio, com retas intermináveis ladeadas por montanhas lindas com vegetação rasteira e pequenos rios resultado do degelo, nesta horas é que penso como diria um amigo (Estou em um calendário), alias quantas paisagens de calendário...
Chegamos em uma cidade chamada Juliaca e lá perdemos uns 20 a 30 minutos tentando achar o caminho para Puno, esta cidade com certeza está em primeiro lugar como trânsito mais caótico, em segundo Puerto Maldonado e Cusco em terceiro, após conseguir sair de Juliana logo chegamos em Puno(30KM) onde tiramos algumas fotos do Lago Titicaca(lago mais alto do mundo) 3800mt, onde com uma visita mas calma pode-se conhecer a civilização dos Uros povo que vive em ilhas artificiais criadas com uma espécie de planta (não lembro o nome agora), em Puno o terceiro contratempo do dia, parei para comprar água e o Jarbas não viu, ai foi aquela história de um procura o outro que levou mais uns 20 minutos do dia.
Seguimos então para Moguega e Tacna, ficando cada vez mais algo e mais frio, com 4500mt de altura uma paisagem muito interessante novidade mesmo para nós 2, água quente brotando da terra misturada com enxofre como podem ver nas fotos (temos vídeos de tudo, mas a internet daqui não permite postar pelo tamanho, no fim da viagem posto tudo).
Continuamos a jornada de frio e curvas até chegar em Moquegua(capital do cobre aqui no Peru) lá a altitude já era de 1300 metros permitindo respirar sem mais problemas, em Puno por exemplo paramos para colocar roupa de chuva e quando terminamos parecia que tínhamos corrido a São Silvestre.
de Moquegua até Tacna eram mais 150 KM, e já eram 6 horas, a paisagem muda de uma hora para outra, agora estávamos no deserto peruano, somente montanhas de areia sem nenhuma vegetação, pegamos o por do sol porém sem fotos, a noite já vinha devido aos nossos contratempos, a pista é um espetáculo, somente retas mas muita retas mesmo, a faixa pontilhada vai de fora a fora, mas deserto, a noite com neblina e chuva armando, aceleramos e chegamos em Tacna já eram 7:30 da noite, cidade grande e totalmente diferente das que já havíamos visitado no Peru, organizada, bonita estilo (Uberlândia ou Ribeirão Preto) para quem conhece.


Muito frio hoje

 Mas muito frio mesmo, Ninja

Se não fosse a altitude de 4000 mil metros eu iria lá


Lago Titicaca


Titicaca


Fonte de água termal

Quente e com cheiro de enxofre

Mais caracol de curvas


Visão panorâmica
Música do Dia: